Fazendas de café

Quando o assunto é café, os brasileiros logo se lembram dos anos no colégio quando os professores ensinavam sobre os períodos marcados pelas grandes produções de café. E é isso que você encontrará na Fazenda Bananal. Os brasileiros já estão familiarizados com o produto e, por este fato, o sentimento de responsabilidade por ter apresentado o café ao mundo é inevitável.

No entanto, hoje, a realidade é diferente. O país não é mais o maior produtor de café. Pelo contrário. Nos últimos meses o que foi posto em debate foi a decisão de autorizar a importação desse produto do Peru, visto que a produção deste país tem alto impacto ambiental e a importação representaria uma traição ao setor cafeicultor nacional.

novo parque

O novo parque e escritório de arquitetura sp ficou pronto. A região andava meio abandonada. A noite, ninguém mais passava por lá. A pouca luz dos poste antigos antes da reforma, eram quase ineficientes para aquecer os rostos dos moradores das ruas mais próximas aquele lugar esquecido. Agora, com a nova arquitetura verde, as crianças da vizinhança voltadas a dar risada por ali todas as manhãs. Os adolescente a passar o tempo durante as tardes. Os adultos, dominavam a noite para amores as escondidas e festas não tão bem recebidas pelos velhos que moravam na esquina. Enfim, a vida aos poucos voltou a dominar o lugar.

Por diferentes perspectivas. Um homem admira um prédio estranho e tortuoso enquanto come seu almoço sentado calmamente em um banco. Uma mulher passa correndo pelo mesmo prédio e para tomar fôlego ao lado de uma árvore do outro lado do edifício. Ele olha, um tanto perturbado para as linhas confusas da arquitetura moderna com perspectivas estranhas e sem sentido. Ela repara na estranha construção entre um breve suspiro de exaustão. O homem termina a metade restante de seu sanduíche em um naco só, levanta e segue em direção do edifício, graças aquela coisa esquisita chamada curiosidade. Ela se pergunta quanto tempo levaria para dar a volta naquela coisa esquisita e começa a correr.

Futebol e Impeach

A bola não sai de seus pés, os adversários, também. O gramado é seu campo de batalha. A área sua zona de conforto. O gol, sua meta. Os segundos passam como horas. Cada lance define sua vida. Seu gingado confunde as mais precisas das mentes, eles surpreende. Ninguém o segura, ou melhor, sempre o seguram. Nunca o param. É celebrado. É odiado. Veloz, não o descreve os encanadores de sao paulo. Iluminado, tão pouco. Inacreditável, chega mais perto. As redes clamam seu nome, as traves o evitam. Seus cortes precisos e habilidosos o transformam em um artista. Um artista que pinta com as canetas de seus calcanhares. Ele não espera, é esperado. Em seu sangue corre o verde dos gramados. Seu coração pulsa no ritmo do jogo. O ar em seus pulmões é o grito da torcida. Ele chuta, cabeceia e domina o que vier pela frente. Ele é o craque.

Ele a cumprimenta como uma velha amiga. A segura em seus braços, apertado. Beija sua face carinhosamente e olha profundamente para ela completamente apaixonado. Em sua cabeça diz tudo que gostaria de gritar bem alto. Encara os adversários e sabe que ela não é de  nenhum deles. A batalha começa rivalizada pelos dois lados. Todos a querem, mas, ela, só tem um amado. Finalmente, depois de muitos mal-tratos ela volta, implorando aos seus pés por um agrado. Dançam de um lado para o outro quase sem ser incomodados. Se aproximam da despedida, mas sabem que é só por um breve momento. Ele a olha pela última vez e despede-se com um magnífico petardo. As redes a abraçam e a multidão entra em colapso. E mais uma vez, o craque, e a bola, fazem um golaço.

IMPEACHMENT: EXCESSO DE INCERTEZAS DISTANCIAM SOLUÇÕES

Três meses após o processo de impeachment ser acatado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, a situação política do Brasil continua apresentando incertezas e poucas soluções.

As manifestações desse domingo, dia 13 de março, deixaram evidente o incômodo latente da sociedade para com seus representantes políticos. Obviamente, o atual governo de Dilma foi quem recebeu duras críticas. No entanto, até mesmo outros políticos, como Aécio Neves, sofreram vaias nas manifestações.

Isso demonstra que os brasileiros que estavam nas ruas neste domingo, não necessariamente apoiam os opositores ao governo Dilma. E, sendo uma manifestação de direita ou não, conservadora ou não, não importa, porque uma coisa é certa: o descontentamento está escancarado e as mudanças são uma questão de tempo.

Sorte ou revés

Sorte ou revés. Ficar rico, ou morrer tentando. Nunca sabemos qual será o resultado de nossas escolhas, mas com certeza, o dinheiro é uma das mais complicadas. Quem joga na loteria deve enfrentar as consequências uma vez comprovada sua vitória. As diaristas de são paulo e dinheiro pode facilitar ou complicar as coisas para os ganhadores. Luxo, sexo, comodidade, tudo isso pode vir à toneladas quando se é rico, mas a inveja, cobiça, e a falsidade estarão sempre a espreita. É preciso ter cuidado com o dinheiro para que ele também cuide de você e de quem você gosta. Por isso cuidado, depois da sorte, pode haver um revés.

Qual o segredo para sorte? Muitas pessoas acreditam estar em seus amuletos, outras, em sua fé. Mas qual o caminho das pedras para se ter sorte? Existem pessoas mais sortudas que as outra? A sorte, de fato, existe? Existem aqueles que não acreditam. Seria a sorte apenas um suscetível conjunto de fatores favoráveis sem um propósito específico? Ou existiria um destino fadado a acontecer, incontrolável e irremediável? Talvez a resposta seja nenhuma das duas, mas sim uma combinação entre elas. Digamos que um homem jogue na loteria e seu destino seja ganhar aqueles jogo, mas ele nunca verifica o resultado. Ele ganhou, cumpriu o seu destino, mas optou por não conferir e nunca colheu os frutos de seu destino.

Entendendo o Impeachment

No cenário político atual muito se discute sobre impeachment. Alguns vão as ruas protestar pela saída da presidente Dilma Rousseff e outros chamam a reivindicação de golpe. Além da população outros políticos se envolvem, como é o caso de Eduardo Cunha, que chegou a dar procedimento ao pedido na câmara. Independentemente de posições políticas é sempre importante entender quando o processo é legítimo, e, principalmente, o que acontece depois caso seja determinada, de fato, a saída da presidente.

O impeachment é um processo político conduzido pelo Legislativo, e a sua intenção é afastar um chefe do poder Executivo – presidente, governadores ou prefeitos – de seu cargo. No Brasil ele é regulado desde 1988, e aquele que o sofre fica proibido de participar de eleições por oito anos. Quem assume é o vice, mas caso haja irregularidades com o vice são realizadas novas eleições, num prazo de 90 dias.

O processo pode ser aberto caso o político seja apontado como responsável por um crime, que pode ser comum (furto, roubo, homicídio) ou os de responsabilidade, que, em resumo, são aqueles que desrespeitam a Constituição ou são contra a administração pública. Quem estabelece quais são os crimes chamados de responsabilidade é a lei 1.079, definindo o andamento do processo de acordo com o cargo do acusado. Como o conceito é bem amplo abre-se uma brecha bem grande para múltiplas interpretações.

Qualquer cidadão pode entrar com o pedido de impeachment, desde que obtenha alguma prova do crime atribuído ao político. Dezenas de pedidos são feitos todos os anos, mas geralmente o destino é arquivamento. Quando a oposição se une a setores da sociedade para dar peso institucional e simbólico ao pedido é que as proporções são maiores. Foi o caso de Collor, é o caso de Dilma.

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Caso o presidente da Câmara dos Deputados aceite o pedido é montada uma comissão especial formada por deputados de todos os partidos, que analisa o caso e ouve a defesa do acusado. São necessários 342 votos para abrir o processo na câmara, que se aceito segue para o Senado. Em seguida, ocorre uma votação de maioria simples, e caso houver maioria o processo é instaurado e as atividades do político são suspensas por até 180 dias, o vice assume. Então, nesse período, os senadores votam. É necessário 54 votos nessa etapa, que é a final e decisiva.

No mundo tem alguns casos famosos em que o impeachment aconteceu de fato. São eles o do presidente Nixon, do Fernando Lugo e do Collor, aqui no Brasil. Aqueles que defendem o processo contra a presidente Dilma alegam como motivo as pedaladas fiscais. A discussão segue, mas, pela instabilidade, é difícil prever o que vai acontecer.

Dilma e o impeachment

O impeachment é um dos assuntos mais comentados no país. Em um momento de fortes discussões políticas e alta polarização, as reivindicações de todos os lados se acaloram. Mas, apesar de estar na boca de todos, a maioria das pessoas não entende o processo, e muito menos quais são os argumentos oficiais para a saída da presidente Dilma do poder.

Quando o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, acolheu o pedido de impeachment, protocolado pelos advogados Helio Bicudo, Janaina Paschoal e Miguel Reale Júnior, ele disse que o principal motivo era os seis decretos assinados pela presidente em julho e agosto autorizando gasto extra de R$ 2,5 bilhões não previstos no orçamento, além das pedaladas e corrupção na Petrobrás. A petição do trio era a considerada pelas legendas da oposição a mais consistente para derrubá-la.

Os advogados do impeachment afirmam que o governo não poderia criar despesa extra quando sabia que a meta de superávit primário (dinheiro reservado para pagar os juros da dívida) prevista no orçamento não seria cumprida. Uma semana antes a presidente havia enviado ao Congresso um documento, em que afirmava que o superávit não seria atingido. Assim, segundo a denúncia, Dilma cometeu crime de responsabilidade, em que a punição cabível é o impeachment.

A lei prevê que a criação de despesas extras devem ser acompanhadas da indicação de onde o dinheiro vai sair. Para editar os decretos, o governo afirmou uma arrecadação de R$ 900 milhões a mais que o previsto e uma economia de R$ 1,6 bilhões a mais de gastos. Ou seja, os R$ 2,5 bilhões a mais gastos estariam cobertos. Entretanto, segundo o trio o argumento foi “artificial”, já que, se era sabido que não havia dinheiro para cumprir a lei orçamentária não se poderia ter editado créditos suplementares.

Mas, enquanto Cunha concedia uma entrevista coletiva para anunciar que acolheria o pedido, o Congresso Nacional aprovava a revisão da meta fiscal do ano de 2015, autorizando um déficit primário de até R$ 120 bilhões. Essa aprovação foi, e continua sendo, um dos principais argumentos do governo para sustentar que não houve crime de responsabilidade. Dilma editou os decretos em um cenário de ausência de espaço fiscal, mas o Congresso acabou ratificando, em dezembro do ano passado, a realidade orçamentária anual.

Essa é a principal acusação, mas há ainda as pedaladas fiscais, que são manobras fiscais adotadas pelo governo para maquiar o resultado das contas públicas e a corrupção na Petrobrás, já que o pedido afirma que Dilma não tomou as medidas necessárias para evitar os casos de corrupção. A discussão sobre a legalidade do impeachment nesse momento segue, dividindo cada vez mais opiniões.